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Lembro que, no ano passado, durante um congresso, assisti à Kristin Neff, uma das principais referências em terapia da compaixão. Ela falava sobre como, muitas vezes, é mais fácil termos empatia pelo outro do que por nós mesmos.
Com nós mesmos, estamos mais propensos a entrar em estratégias defensivas. Já com outra pessoa, sentimos mais vontade de acolher quem compartilha seu sofrimento.
Perceba como isso acontece na prática: quando falhamos ou fazemos algo que nos envergonha, é comum nos punirmos, culparmos ou falarmos coisas duras para nós.
Mas, se fosse outra pessoa contando a mesma história, provavelmente ofereceríamos acolhimento, cuidado e escuta em vez de crítica.
A compaixão não é apenas algo “fofinho”.
Na psicologia, ela envolve agir de forma necessária: às vezes acolher, outras vezes ter uma postura firme e dizer o que precisa ser dito.
Trata-se de autocompaixão e empatia emocional, habilidades essenciais para o autocuidado psicológico.
Então, se a história do outro desperta sua empatia, por que a sua própria história não poderia receber o mesmo acolhimento?
Com carinho, Natália | Psicóloga Natália Filomeno.




