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O livro Apegados, de Amir Levine e Rachel Heller, tem ajudado muitas pessoas a compreender por que algumas relações trazem segurança e outras ativam ansiedade, distância emocional ou medo de abandono. Quando essa leitura é integrada à Terapia do Esquema, ela ganha ainda mais profundidade clínica e possibilidades reais de mudança.
Isso acontece porque ambos os modelos ajudam a responder uma pergunta muito comum na psicoterapia:
Por que repetimos certos padrões nas relações mesmo quando eles trazem sofrimento?
O que o livro Apegados explica sobre vínculos afetivos.
O livro apresenta a teoria dos estilos de apego, mostrando como nossas experiências emocionais influenciam a forma como nos aproximamos — ou nos protegemos — nas relações.
De forma geral, descreve três estilos principais:
- apego ansioso (medo de perder a conexão)
- apego evitativo (necessidade intensa de autonomia emocional)
- apego seguro (capacidade de proximidade com estabilidade)
Onde a Terapia do Esquema aprofunda essa compreensão.
Enquanto o livro Apegados ajuda a identificar estilos de vínculo, a Terapia do Esquema amplia a pergunta:
De onde vêm esses padrões?
Essa abordagem entende que experiências precoces moldam esquemas emocionais — formas aprendidas de perceber:
- relações
- segurança
- abandono
- rejeição
- autonomia
- confiança
Esses esquemas influenciam escolhas afetivas, reações emocionais e expectativas dentro dos relacionamentos.
Por isso, muitas vezes não escolhemos relações apenas pela razão — escolhemos também pelo que é emocionalmente familiar.
Por que repetimos padrões nas relações amorosas.
Uma das descobertas mais importantes para quem lê Apegados é perceber que certos encontros ativam respostas previsíveis:
aproximação intensa
afastamento repentino
medo de abandono
dificuldade de confiar
sensação de não ser prioridade
A Terapia do Esquema explica que esses movimentos podem estar ligados a necessidades emocionais importantes que não foram suficientemente atendidas ao longo da vida.
E quando essas necessidades não são reconhecidas, elas continuam buscando espaço dentro das relações adultas.
É possível mudar padrões de apego?
Sim. Mas mudança emocional não acontece apenas com insight.
Ela envolve:
- autoconhecimento
- segurança emocional
- novas experiências de vínculo
- prática de comunicação mais clara
- fortalecimento do chamado “adulto saudável”
Na Terapia do Esquema, a mudança acontece quando a pessoa começa a reconhecer seus padrões e encontra novas formas de responder às próprias emoções e relações.
Ou seja: não se trata apenas de entender por que algo acontece. Trata-se de construir novas possibilidades de viver os vínculos.
Quando procurar psicoterapia para compreender seus padrões afetivos
Alguns sinais comuns aparecem quando padrões de apego estão trazendo sofrimento:
- relações que parecem sempre repetir o mesmo roteiro
- dificuldade de confiar ou se abrir emocionalmente
- medo intenso de afastamento
- sensação frequente de não ser escolhido(a)
- desconforto com proximidade emocional
- conflitos recorrentes nas relações
A psicoterapia pode ser um espaço seguro para compreender esses movimentos e desenvolver formas mais estáveis de se relacionar consigo mesmo e com os outros.
Natália Vargas Filomeno — Psicóloga em Porto Alegre. Atendimento com Terapia do Esquema para adultos, luto e terapia de casal, presencial na Tristeza e Moinhos de Vento e online.



