Psicóloga – Natália Filomeno

Psicóloga em Porto Alegre – Terapia do Esquema, luto e terapia de casal. Atendimento presencial na Tristeza e Moinhos de Vento e online..

O livro Apegados e a Terapia do Esquema: como entender seus padrões afetivos e mudar relações que trazem sofrimento.

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O livro Apegados, de Amir Levine e Rachel Heller, tem ajudado muitas pessoas a compreender por que algumas relações trazem segurança e outras ativam ansiedade, distância emocional ou medo de abandono. Quando essa leitura é integrada à Terapia do Esquema, ela ganha ainda mais profundidade clínica e possibilidades reais de mudança.

Isso acontece porque ambos os modelos ajudam a responder uma pergunta muito comum na psicoterapia:

Por que repetimos certos padrões nas relações mesmo quando eles trazem sofrimento?

O que o livro Apegados explica sobre vínculos afetivos.

O livro apresenta a teoria dos estilos de apego, mostrando como nossas experiências emocionais influenciam a forma como nos aproximamos — ou nos protegemos — nas relações.

De forma geral, descreve três estilos principais:

  • apego ansioso (medo de perder a conexão)
  • apego evitativo (necessidade intensa de autonomia emocional)
  • apego seguro (capacidade de proximidade com estabilidade)

Onde a Terapia do Esquema aprofunda essa compreensão.

Enquanto o livro Apegados ajuda a identificar estilos de vínculo, a Terapia do Esquema amplia a pergunta:

De onde vêm esses padrões?

Essa abordagem entende que experiências precoces moldam esquemas emocionais — formas aprendidas de perceber:

  • relações
  • segurança
  • abandono
  • rejeição
  • autonomia
  • confiança

Esses esquemas influenciam escolhas afetivas, reações emocionais e expectativas dentro dos relacionamentos.

Por isso, muitas vezes não escolhemos relações apenas pela razão — escolhemos também pelo que é emocionalmente familiar.

Por que repetimos padrões nas relações amorosas.

Uma das descobertas mais importantes para quem lê Apegados é perceber que certos encontros ativam respostas previsíveis:

aproximação intensa
afastamento repentino
medo de abandono
dificuldade de confiar
sensação de não ser prioridade

A Terapia do Esquema explica que esses movimentos podem estar ligados a necessidades emocionais importantes que não foram suficientemente atendidas ao longo da vida.

E quando essas necessidades não são reconhecidas, elas continuam buscando espaço dentro das relações adultas.

É possível mudar padrões de apego?

Sim. Mas mudança emocional não acontece apenas com insight.

Ela envolve:

  • autoconhecimento
  • segurança emocional
  • novas experiências de vínculo
  • prática de comunicação mais clara
  • fortalecimento do chamado “adulto saudável”

Na Terapia do Esquema, a mudança acontece quando a pessoa começa a reconhecer seus padrões e encontra novas formas de responder às próprias emoções e relações.

Ou seja: não se trata apenas de entender por que algo acontece. Trata-se de construir novas possibilidades de viver os vínculos.

Quando procurar psicoterapia para compreender seus padrões afetivos

Alguns sinais comuns aparecem quando padrões de apego estão trazendo sofrimento:

  • relações que parecem sempre repetir o mesmo roteiro
  • dificuldade de confiar ou se abrir emocionalmente
  • medo intenso de afastamento
  • sensação frequente de não ser escolhido(a)
  • desconforto com proximidade emocional
  • conflitos recorrentes nas relações

A psicoterapia pode ser um espaço seguro para compreender esses movimentos e desenvolver formas mais estáveis de se relacionar consigo mesmo e com os outros.

Natália Vargas Filomeno — Psicóloga em Porto Alegre. Atendimento com Terapia do Esquema para adultos, luto e terapia de casal, presencial na Tristeza e Moinhos de Vento e online.

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