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O psiquiatra Hélio Pellegrino (1924–1988) dizia:
“As pessoas adoecem por falta de relações pessoais sólidas. Se lhes oferecermos impessoalidade e neutralidade, daremos o que lhes provocou a doença. Temos que promover o encontro, e não existe encontro impessoal. Impessoal é o desencontro.”
Essa reflexão continua muito atual.
Na Terapia do Esquema, compreendemos que muitas dificuldades emocionais estão relacionadas às experiências que tivemos ao longo da vida nas nossas relações mais importantes.
Seres humanos se desenvolvem nas relações. É nelas que aprendemos a reconhecer sentimentos, confiar, expressar necessidades e construir segurança emocional. Quando essas experiências não acontecem de forma suficientemente estável e previsível, podem surgir padrões de repetição que continuam influenciando nossas escolhas e reações.
Por isso dizemos:
se não percebemos, não mudamos.
Perceber esses padrões é um passo fundamental no processo terapêutico. Dentro de uma relação segura, como acontece na psicoterapia, muitas pessoas conseguem compreender melhor suas emoções, reconhecer necessidades importantes e construir novas formas de se relacionar consigo mesmas e com os outros.
Em alguma medida, todos precisamos de relações de referência ao longo da vida — especialmente nos momentos de maior sufoco.
Fortalecer vínculos também é uma forma de cuidado emocional.
Porque ninguém cresce sozinho.
Natália Filomeno — Psicóloga clínica em Porto Alegre.




