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O filme “Sra. Harris Vai a Paris” é o tipo de história que nos faz refletir sobre esperança e perseverança no que acreditamos. É um verdadeiro chacoalhão para quem está em dúvida sobre seus sonhos e nos faz refletir sobre o caminho a ser trilhado — um caminho tortuoso, cheio de curvas e obstáculos até nossa chegada.
O que mais me chamou atenção foi a fala sobre o luto pela perda de quem amamos: “Nós nos curamos, mas não esquecemos.”
O luto é exatamente isso: não tem fim. Aquela dor avassaladora que nos coloca à prova, questionando se vamos continuar a viver, se transforma com o tempo. Gradualmente, retomamos a vida real — não há que imaginávamos, mas reconstruímos nossa realidade com o amor que ainda sentimos pela pessoa que faleceu. No filme, vemos isso representado em um diálogo interno da protagonista com quem perdeu.
Viver o luto é inevitável. Ninguém deseja passar por ele, mas todos enfrentamos essa experiência. Processar o luto é essencial para a vida continuar de forma saudável, permitindo que a relação com quem se foi se transforme de maneira simbólica e emocional.
Além disso, o filme é repleto de significados, combinando humor, leveza, doçura, esperança, ética e respeito. Uma obra que nos lembra da importância de reflexão, autocompaixão e crescimento emocional.
Compartilho essas reflexões com vocês com carinho e esperança.
Com abraço cheio de esperança,
Natália Filomeno — Psicóloga clínica em Porto Alegre e Online.




