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Se não percebemos nosso jeito de ser, nossas condutas e como nos sentimos, como vamos mudar o que precisa ser mudado para nos aproximar do que desejamos viver?
Essa é uma pergunta central no processo terapêutico. Muitas pessoas chegam à terapia com o desejo de mudança, mas sem clareza sobre os padrões de comportamento que repetem, muitas vezes de forma automática. Perceber é o primeiro passo para transformar.
Todos precisamos nos desenvolver.
Em alguma medida, todo ser humano precisa melhorar em algo, se desenvolver ou aprender novas habilidades emocionais. Eu, você e todas as pessoas nessa terra. Não porque exista algo “errado”, mas porque crescer faz parte da vida.
A terapia oferece um espaço seguro para olhar para si com mais gentileza, compreender limites, fortalecer recursos internos e construir novas formas de se relacionar consigo e com os outros.
A importância de uma relação segura e previsível.
Para que mudanças profundas aconteçam, precisamos estar minimamente seguros em uma relação estável e previsível. Um espaço onde seja possível se abrir, comunicar o que dói e também escutar — com cuidado — quando o outro aponta aquilo que está automatizado e vem sustentando um jeito único e repetido de lidar com os problemas.
Na Terapia do Esquema, chamamos atenção justamente para esses padrões que se formaram ao longo da vida e que, apesar de já terem feito sentido, hoje podem gerar sofrimento.
É aí que mora o perigo:
quando seguimos no automático, sem consciência, repetimos dores antigas acreditando que estamos apenas “sendo quem somos”.
Terapia é sobre vínculo, cuidado e presença.
Meu desejo é que cada pessoa tenha, em alguma medida, alguém com quem possa contar. Especialmente nos momentos de sufoco da vida — porque, sem exceção, todos nós atravessamos fases difíceis.
A psicoterapia pode ser esse lugar de apoio, reflexão e reconstrução. Um espaço onde você não precisa dar conta sozinho, onde é possível desacelerar, sentir e reorganizar o que está confuso por dentro.
Se cuidar é um gesto de coragem.
Se permitir ajuda também.
Se cuide, com carinho ❤️
Natália Filomeno — Psicóloga clínica em Porto Alegre




